Tendências de design e UX para ficar de olho em 2021
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Fashion designer working on a design

Tendências de design e UX para ficar de olho em 2021

Antes de falarmos de tendências de design e UX/UI, devemos entender que há uma grande quantidade de possibilidades no mercado. Por isso, é normal que os talentos fiquem um pouco perdidos, tentando descobrir quais conhecimentos devem aprender ou aperfeiçoar.

Pensando em facilitar este processo, a nossa Product Designer, Carol Vaz separou algumas novidades que, provavelmente, irão compor a cena do design em 2021.   

Além de pontuar algumas inovações para nossa área, acho que também devemos destacar o momento em que vivemos. Nenhum designer poderia prever, lá em dezembro de 2019, que estaríamos enfrentando um cenário tão complexo como esse. Por isso, se, por um lado, a pandemia talvez tenha mudado algumas tendências de design já em 2020, por outro, ela também reforçou alguns caminhos que devemos seguir em 2021”, garante Carol.

E então, vamos descobrir quais caminhos são esses?

Tendências de design voltadas para a área de UX como um todo:

#1 Design em época de pandemia

“Desde que a pandemia estourou, no primeiro semestre deste ano, muitos designers se viram obrigados, do dia para noite, a pensar em novas soluções que considerassem esse cenário global. E isso, provavelmente, continuará acontecendo”, pontua Carol.

Afinal, a pandemia acabou por instaurar um “novo normal” que foi responsável por modificar completamente as relações de trabalho existentes, bem como as necessidades das mais diferentes áreas. Hoje, por exemplo, temos uma série de profissionais e instituições estudando a dinâmica desse vírus e buscando uma vacina eficiente. Mas, neste processo, todos eles precisam utilizar softwares complexos para análises de dados.

Segundo Jakob Nielsen (um dos fundadores do Nielsen Norman Group), o problema é que essas plataformas, de maneira geral, têm uma interface muito ruim e pouco agradável. “No entanto, como designers, nós podemos melhorar e otimizar as experiências desses usuários. Vale lembrar também das plataformas de videoconferências que, de repente, se tornaram o meio de comunicação oficial de muitas pessoas, tanto para o trabalho quanto para manter o contato com os amigos e parentes”, recorda Carol. 

Assim, pensar em novas e melhores experiências para essas plataformas, pode ser algo muito valoroso e, certamente, será uma das tendências de design para 2021.

 

#2 Design como combate a desinformação

O combate às fake news e a proteção de dados são preocupações globais, mas acabaram se tornando também tendências de design. As redes sociais e os grandes portais de notícias, por exemplo, já estão melhorando suas estratégias para que os usuários possam se sentir seguros e comprovarem a veracidade daquilo que estão consumindo.

Deste modo, gigantes da área estão se empenhando para criar funcionalidades e ferramentas que auxiliem o usuário a se proteger de informações falsas, através de alertas em imagens e/ou notificações em vídeos suspeitos. E, como designers, nós também devemos pensar em como podemos colaborar com a comunidade nesse sentido. Por isso, acredito que essa será uma das principais tendências para 2021”, aposta Carol.

Tendências de design mais voltadas para UI:

#3 Ilustrações animadas

As ilustrações animadas já vêm sendo usadas em muitos aplicativos e, apesar de não serem novidades, elas devem crescer como tendência, por exemplo, no design de onboardings. Isso porque muitos usuários podem não se engajar ou se atrair pela leitura de algumas telas e, aí entram as animações, ocupando esses espaços e trazendo as informação de maneira rápida, assertiva, personalizada e atraente”, garante Carol.

Além disso, segundo a Product Designer, as constantes evoluções em animação nas ferramentas de prototipagem, também ajudam os designers a tornarem essa tendência ainda mais comum em testes e documentações de interfaces, por exemplo.

#4 Realidade Virtual

“Eu, particularmente, sou bastante fã das interfaces de games. Mas, geralmente, elas são bem complexas, pois lidam com muitos elementos em tela”, pontua Carol. 

Porém, no final de 2020, a Microsoft e a Sony vão lançar suas novas gerações de consoles, o que pode significar também uma nova chance para a tecnologia de Realidade Virtual, bem como de interfaces pensadas para essa tecnologia  específica.

 Aliás, a Realidade Virtual já vem sendo lançado como aposta há alguns anos, e, ainda que, por enquanto, não tenha ganhado uma abrangência, é sempre uma tendência para se ficar de olho, principalmente, se ela vingar na indústria de games. 

Existem muitos casos que suportam o uso de Realidade Virtual, desde a área de educação ao ramo imobiliário, e, porque não, também no agronegócio? Além disso, a pandemia do Covid-19, que fez as pessoas saírem menos de casa, pode acelerar o uso dessa Tecnologia e torná-la uma das grandes tendências de design para 2021”, explica.

#5 Realidade Aumentada

A Realidade Aumentada tende a ser outra aposta para 2021. Afinal, cada vez mais as pessoas fazem suas compras sem precisar realizar grandes deslocamentos. 

Para plataformas de vendas online, a Realidade Aumentada pode, por exemplo, auxiliar o usuário em decisões de compras, oferecendo possibilidades como a visualização e a aplicação do produto desejado, diretamente na sua casa. “Como parte da experiência, a ideia é tangibilizar e deixar as funcionalidades de um aplicativo ou plataforma cada vez mais próximas do “mundo real”. Algumas grandes marcas já usam esse recurso, então, isso pode indicar um crescimento mais tangível dessa aplicabilidade”, explica Carol.

O que fica e o que muda em relação aos últimos anos?

O Dark Mode, tanto para web como mobile, deve continuar como uma das tendências de design. Ele vem sendo usado por grandes plataformas e, tende a ganhar força entre usuários, por conta do seu design mais moderno e confortável aos olhos, especialmente num momento onde estamos ficando mais conectados e em casa.

“O que também permanece é o cuidado com o writing, que virou tendência há uns anos atrás e continua ganhando protagonismo como parte fundamental da experiência do usuário. Muitos designers consagrados continuam apostando numa modulação do writing conhecida como microcopy, que basicamente é a técnica de se transmitir informações com textos curtos e assertivos, sempre atrelados ao perfil da marca”, observa Carol.

As microinterações também já se tornaram parte quase imprescindível em muitas plataformas e aplicativos. E, isso deve permanecer assim por bastante tempo. O legal disso são os feedbacks instantâneos que o usuário recebe durante ou depois de alguma ação específica (por exemplo, quando eles finalizam alguma compra e recebem uma confirmação de sucesso em forma de uma animação rápida e eficiente). Além disso, os feedbacks são partes importantes da experiência. Sendo, portanto, tendências de design atemporais.  

No entanto, segundo nossa Product Designer, um assunto que provavelmente vai perder força antes mesmo de ser confirmado como tendência é o neomorfismo (quando os elementos de design são criados em um estilo que se assemelha a objetos da vida real). “Em 2019 ele era tido como uma tendência forte para os próximos anos, mas ainda divide a opinião de muitos designers. Alguns realmente detestam, outros ainda enxergam potencial. Mas, apesar do visual atraente, enquanto uma grande marca ou produto não segui-lo, é provável que seu uso permaneça restrito a algumas aplicações e portfólios”, explica.

Como as tendências influenciam a experiência do usuário?

O objetivo das tendências de design é se antecipar a tudo aquilo que os usuários passarão a consumir ou desejar em maior escala. Se tornando, portanto, o nosso verdadeiro termômetro para avaliarmos se algo vai vingar ou não”, resume Carol.

Sendo assim, as tendências de design podem influenciar nas experiências dos usuários de maneira positiva ou negativa. Isso tudo vai depender de como nós, designers, vamos aplicá-las nos nossos produtos ou serviços. “Vale salientar também que, numa perspectiva de UX, o objetivo é sempre facilitar a vida do usuário, aumentando o engajamento e gerando valor. Então, se essas tendências conseguirem promover essas coisas, poderemos dizer que o impacto e a influência delas foram super positivas”, finaliza.

Para saber mais do assunto:

Gostou? Quer aprender mais sobre UX?

Então, se liga nessas dicas super especiais que a Carol separou para você:

Em cada episódio Brian Lovin (designer do Github) e Marshall Bock (designer do Youtube Gaming) debatem alguns temas específicos da área, como dicas de ferramentas e maneiras de desenhar uma boa experiência de onboarding. Para quem está habituado ou gosta de podcasts em inglês, vale super a pena acompanhar esses episódios semanais.

A última temporada desse podcast da Izabela de Fátima foi lançada em 2019, mas oferece entrevistas muito boas com vários líderes da área de Research, tanto do Brasil quanto do mundo. Por isso, vale a pena acompanhar e conhecer um pouco destes desafios.

Também são em inglês e você precisa pagar uma anuidade para acessar a plataforma. Mas em troca, você pode fazer diversos cursos de UX – desde os mais básicos, sobre usabilidade até os mais avançados sobre design, dados e ciência. A plataforma também incentiva a troca de experiência entre as comunidades locais, o que é bem legal para quem quer conhecer outros profissionais da sua região. Então, se você puder investir, vale a pena.

O site tem um repertório de artigos excelentes sobre a área de UX, escritos por vários designers conceituados e de diferente nacionalidades. Vale seguir, ler e aprender.

Por fim, vale a pena insistir que o design vai (muito) além de cores, formatos ou botões. Nesse sentido, uma participação ativa dentro da comunidade global de designers é muito relevante para você entender os nuances e as novidades dessa área. Também é preciso acompanhar a movimentação de grandes marcas e de grandes plataformas. No final do dia, os designers envolvidos nesses projetos também são os que estarão a frente de boa parte das tendências de design que acabam se confirmando”, complementa Carol.

 

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