Mitos e verdades sobre entrevista de emprego
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Mitos e verdades sobre entrevista de emprego

Seja da área tech ou não, a última coisa que um talento quer é cometer um erro durante a tão desejada entrevista de emprego, não é mesmo? Mas acreditem: os principais erros acontecem antes mesmo da entrevista, devido a falta de preparação.

Vale frisar, antes de tudo, que não existe uma única forma de recrutar e selecionar candidatos. Cada empresa faz isso com base na sua cultura e no que acredita que é interessante para o seu processo seletivo. 

Para te ajudar entender o que é mito e verdade nas entrevistas de emprego, conversamos com o nosso Head de Gente e Gestão, Hudson Cunha, que é fera neste assunto e compartilhou dicas valiosas para quem se dar bem em um processo seletivo.  

O que é mito e o que é verdade sobre entrevista de emprego?

A primeira coisa que temos que saber é que o sucesso de uma entrevista depende muito da preparação. Ou seja, achar que ter os conhecimentos técnicos para posição já te garante uma vaga é um erro gravíssimo. Todos os talentos precisam se preparar para uma entrevista, estudando não só os requisitos da vaga, como também os valores e a visão da empresa.

Outra coisa que ajuda bastante é olhar as notícias que envolvem a corporação ou o grupo que ela pertence. Quanto mais você mostrar que conhece e compartilha valores comportamentais com aquela instituição, mais bem visto você será durante a entrevista.  E claro, isso tudo também faz você sentir mais tranquilidade para se apresentar.

“Na Orbia, a gente  espera que os talentos conheçam os nossos valores que, inclusive, estão espalhados pelo nosso site e redes sociais. Por isso, primeiro exploramos algumas perguntas comportamentais que vão tangenciar a nossa visão, depois exploramos o autoconhecimento para saber se aquela pessoa tem clareza de carreira, aspirações e trabalho em equipe. E só por último, nós fazemos as perguntas mais técnicas para conhecer suas vivências reais, pedir cases e até mesmo aplicar testes”, conta Hudson.

Ou seja, na medida do possível, valorizamos os aspectos comportamentais (como flexibilidade, colaboração, liderança, adaptabilidade e comunicação assertiva) acima das habilidades técnicas. Assim, ao selecionarmos alguns perfis para a vaga damos prioridade para aqueles que mais se assemelham com os valores da Orbia. E se temos, por exemplo, duas pessoas com perfis muito parecidos, optamos por usar critérios como experiências e diversidade. 

 

Aspectos positivos x aspectos negativos

Não tem problema falar de onde você veio ou das empresas que você já trabalhou. Pelo contrário, você pode usá-las como um case para falar dos seus maiores sucessos ou de erros que você cometeu (e como agiu para resolvê-los). O que você não pode é transformar essas experiências apenas em aspectos negativos. Apresentar lamentações por todos lugares que você já trabalhou pode ser algo mal avaliado pelos recrutadores.

“Pra mim falar de pontos positivos e negativos é igualmente importante, desde que venham acompanhados de evidências e aprendizados embutidos. Sempre perguntamos os fracassos das pessoas, pois estamos interessados em saber o quanto ela se arrisca e o quanto pode aprender com isso. A pessoa precisa mostrar que está, realmente, conectada com os negócios da empresa e que não caiu ali de paraquedas”, lembra Hudson.

Não devo fazer perguntas

Está aí um mito que pode prejudicar (e muito!) uma entrevista. O processos seletivo é uma via de mão dupla: de um lado está o interesse da empresa de recrutar um talento que esteja de acordo com o perfil que ela procura, do outro, está você, suas experiências, vivências e singularidade. Então, é preciso sim ter coerência dos dois lados.

Faça perguntas que vão te ajudar entender o processo ou o dia a dia da empresa. Mas também responda as perguntas direcionadas a você de forma verdadeira e honesta.

Para tudo existe uma resposta certa

Uma entrevista não é prova com gabarito de certo ou errado. Por isso, sempre tenha exemplos de competências, experiências, vivências e situações em que você atuou. Mostrar o que você tem a seu favor é muito mais assertivo do que decorar uma resposta padrão.

“Não acredito que existe uma forma certa ou errada de responder um questionamento. Os perfis diferentes, a diversidade de talentos e as diferentes realidades das empresas permitem que, às vezes, exista uma pessoa que pode se encaixar melhor em um determinado lugar do que em outro. É, por isso, que eu recomendo que as pessoas sejam genuínas no que elas estão trazendo e no que elas estão falando. Às vezes, alguém pode não se encaixar em um determinado processo, mas se o recrutador sentir verdade naquilo, ele pode direcionar essa pessoa para outras oportunidades”, revela Hudson.

  Apesar disso, é importante a gente entender que, cada vez mais, a realidade do universo tech, procura e demanda por profissionais com competências específicas. Por exemplo, (quase) não existe mais espaço no mercado para pessoas que não conseguem trabalhar  em equipe, não são flexíveis, adaptáveis ou não sabem como lidar com desafios. 

Claro que há empresas mais rígidas, onde profissionais mais centrados e analíticos são valorizados. Mas o extremo da inflexibilidade e falta de colaboração nunca é bom. 

“Não é uma questão de resposta certa ou errada, mas de competências que estão sendo exigidas agora e que vão continuar sendo exigidas no futuro”, explica Hudson.

Existe um jeito certo para se vestir ou falar?

Falar gírias, por exemplo, não é certo e nem errado. O mesmo vale para vestimenta. Tudo vai depender da cultura e dos valores da empresa para qual você está se aplicando.

Se for um ambiente mais tradicional e formal, pode não cair bem. Mas se for uma empresa descontraída e arrojada, como Orbia, não deve ser um problema.

Inclusive, para o Hudson, essa história de ser desclassificado por nervosismo ou por não saber responder algo é um mito. “Sabemos que o nervosismo ou o “temido branco” pode acontecer, o que não dá pra aceitar é um candidato que não consiga apresentar seu próprio histórico ou que não saiba falar quais foram seus aprendizados, por exemplo”.

E os temidos testes em entrevista de emprego?

Apesar de não ser a maioria, algumas empresas aplicam testes técnicos nas entrevistas de emprego. Esses testes são aplicados conforme as necessidades e características da posição (se ela mais técnica, se estão procurando por um perfil júnior, pleno ou sênior) e servem, basicamente, para analisar conhecimentos específicos.

É claro que muitos talentos ficam nervosos com essa possibilidade, afinal de contas, não sabem como serão testados e nem como aqueles testes serão avaliados (ou até utilizados, pensando em alguns tipos de testes) posteriormente. O que causa até um certo desconforto em participar da seleção.

“Na Orbia, quando precisamos aplicar um teste técnico, ele varia de posição para posição. No geral, nós temos um modelo para os diferentes níveis de senioridade e domínios de linguagem. Porém, não avaliamos no teste apenas a questão do certo ou do errado, mas sim a lógica e a linha de raciocínio que foi utilizada”, comenta Hudson.

 Não gostamos de usar testes massivos ou dessa definição de “acertou e errou” para avaliar o conhecimento de alguém. “Quando temos que realizar uma entrevista técnica, por exemplo, oferecemos um case escrito, no qual a pessoa pode ir construindo o raciocínio dela e neste tempo, nosso tech lead ou nosso desenvolvedor vai criando interações. Optamos por esse modelo, pois nessa dinâmica além de avaliar tecnicamente o talento, também podemos avaliar o seu comportamento”, explica. 

Vale ressaltar, que existe uma discussão sobre a aplicação de testes na àrea de tecnologia especificamente, principalmente porque algumas empresas pedem para o candidato construir um código para alguma aplicação ou desenhar um layout do zero, e isso costuma gerar insegura nos candidatos sobre o que será feito com aquele material. Cada empresa tem a sua maneira de avaliar, como falamos anteriormente e não vamos entrar nesse mérito, mas por aqui preferimos apenas pontuar algumas questões técnicas ou trabalhar em cima de uma problemática, de um case, pensando também em oferecer uma boa experiência para os candidatos. 

Como eu posso me preparar para um entrevista? 

Segundo nosso Head de Gente e Gestão é preciso entender (ou pelo menos conhecer) a empresa que você quer entrar, seu negócio, sua cultura e seus valores. Antes da entrevista, procure a empresa em redes sociais e veja suas avaliações no Glassdoor. 

“Mas para se destacar efetivamente na entrevista é preciso alinhar sua competências com os desafios da empresa, conectando seus propósitos. Olhe pra si mesmo, faça um levantamento do seu histórico, das suas vivências e as conecte com aquilo que a empresa está procurando. Tenha em mente seus erros, aprendizados, colaborações, melhores entregas e maiores realizações. Ao construir isso na sua cabeça, você certamente terá uma conversa fluída que será bem vista pelo recrutador”, aconselha. 

Se, durante a entrevista, você mostra que conhece muitos fatos sobre a empresa, mas não consegue recordar completamente seus próprios sucessos, você não está preparado. Então, antes de qualquer coisa, faça sua própria auto-análise. 

Procure entender suas habilidades e destacar aquelas que são mais importantes, assim você será muito mais atrativo em uma entrevista.

 Além de contar pontos importantes para a sua carreira.

Aproveite esse clima de preparação, para ler também o nosso artigo sobre como o recrutador analisa suas soft skills? e fique ainda mais confiante para sua entrevista!

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