LGPD: Designer, qual é o seu papel nessa história?

LGPD: Designer, qual é o seu papel nessa história?

No mundo digital, nós somos convidados – o tempo todo – a compartilhar nossas informações pessoais, não é verdade?

Seja para ganhar descontos, realizar cadastros, adquirir serviços ou comprar produtos. Agora, estes dados fornecidos de forma espontânea também terão uma legislação própria, a chamada Lei Geral de Proteção de Dados ou simplesmente LGPD.

Depois de muitas discussões, o mais provável é que a LGPD entre vigor ainda esse ano, embora, não se sabe ao certo quando as penalidades por descumprimento começarão a ser aplicadas. Vale ressaltar ainda que a LGPD é um grande avanço em termos de segurança digital e boas práticas corporativas, tendo a missão  assegurar a maneira como as empresas coletam, armazenam e utilizam as informações dos usuários.

À primeira vista, a LGPD pode parecer desafiadora e até intimidadora para alguns designers, uma vez que ela traz princípios super relevantes que devem ser respeitados na hora de utilizar os dados cedidos por usuários através de sistemas ou interfaces digitais.

O foco é a transparência.

Nesse cenário, o grande desafio dos profissionais de UX Design será encontrar formas de aplicar as normas da LGPD enquanto torna a experiência do usuário agradável e simplificada. Sem deixar de incentivar o engajamento das empresas com os seus clientes. 

LGPD e UX Design: qual é a relação entre esses conceitos?

O UX Design tem o objetivo de melhorar e customizar a experiência do usuário.

Otimizando os processos de navegação e aumentando a taxa de conversão em aplicativos, sistemas e outras interfaces digitais. Tudo isso exige uma coleta de informações pessoais.

Com a vigência da LGPD, as empresas que continuarem solicitando esses dados precisarão mostrar como eles serão processados, armazenados e, posteriormente, utilizados. Mais do que nunca, será necessário gerar empatia e ganhar a confiança dos usuários para certificá-los de que eles estarão protegidos durante essa troca mútua.

E aqui entra o grande papel do design, que será um dos responsáveis por obter o consentimento para utilizar esses dados, sem prejudicar a experiência dos usuários.

Olhando para esse cenário, fica evidente a necessidade de unir o UX Design com o que chamamos de LX Design,  isto é, uma Legal Experience Design, que demandará:

  • Princípios de segurança (Privacy by Design);
  • Práticas assertivas;
  • Diminuição da captura de informações desnecessárias, aqui, o menos é sempre mais;
  • Possibilidade de que o usuário escolha quais dados ele quer ou não compartilhar;
  • Clareza, concisão e honestidade;
  • Mostrar os benefícios e as vantagens do compartilhamento;
  • Deve ser claro e fácil para o usuário retirar o consentimento de uso de suas informações.

Mas como tornar suas interfaces digitais harmônicas, valorativas e transparentes?

Seja claro: é o que a LGDP preza

Seu usuário precisa entender e concordar com as suas motivações. Por isso, se você necessita que ele preencha um formulário, há uma série de ferramentas e lembretes que podem ajudar. Por exemplo, indique desde o começo para quais finalidades você irá utilizar aqueles dados. Também não esqueça de habilitar uma configuração na qual ele possa retirar ou modificar essa permissões quando quiser. 

Já para o e-mail marketing, é interessante permitir ainda que o usuário escolha quais informações (lançamentos, produtos, webinars e atualizações) ele quer receber.

Lembre-se: a ideia de se adequar às regras da LGPD não é intimidar o usuário e sim, o oposto: mostrar como o relacionamento com a empresa também pode ser benéfico para ele.

É fato que a LGPD pode afetar produtos digitais e é exatamente, por isso, que devemos adequar as interfaces, respeitando a nova lei, considerando as melhores práticas de experiência do usuário e gerando a empatia para convencer o usuário a fornecer o seu consentimento, algo primordial para garantir a eficiência das ações de marketing.

Precisando de ajuda? 

Que tal descobrir como desenvolver empatia com um UX Designer em 5 passos?

 

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