Engenharia de Dados e desenvolvimento: qual a relação?
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Engenharia de Dados e desenvolvimento: qual a relação?

Se você atua com o desenvolvimento de softwares e gosta de ficar atento ao que está acontecendo no mercado ou está pensando em dar o seu próximo passo profissional, deve saber que há muitos caminhos para se seguir nessa carreira. Mas um dos mais promissores envolve a Engenharia de Dados dentro da área de tecnologia. 

Para esclarecer um pouco mais sobre o assunto, convidamos o nosso Engenheiro de Dados Jesué Sousa Cunha Júnior para falar sobre a sua experiência e conversar sobre a realidade que vivemos na Orbia. Ele é Engenheiro da Computação e está se especializando em Agronegócio na Esalq e Geoprocessamento e Cartografia, na PUC Minas.  

Assim, Jesué nos ajudou a entender os motivos que fazem os colaboradores que possuem essa junção de skills serem tão valorizados no mercado. Também nos deu dicas valiosas sobre quais conhecimentos buscar inicialmente, além de nos ajudar a traçar o perfil do profissional que terá sucesso nessa área.  Confira:

Redação Orbia: Qual é a importância de unir engenharia de dados com desenvolvimento?

Jesué: Quando falamos em construção civil, um dos fatores que merecem destaque são as bases de sustentação e os pilares usados para estruturar uma casa. Nesse sentido, se a Orbia fosse uma casa em construção, nós diríamos que um dos nossos principais pilares é a cultura data driven, ou seja, a tomada de decisões baseadas em dados. 

O que significa dizer também que um profissional de desenvolvimento que consegue fazer as perguntas certas e interpretar os dados referentes aos produtos que ele desenvolve, poderá entender com mais facilidade se está ou não indo pelo caminho correto.

Isto é: o desenvolvedor pode usar os próprios dados obtidos por ele para embasar e explicar o que poderia ser priorizado em um Backlog Refinement ou Planning  junto aos profissionais responsáveis pela gestão de produto, seja um Product Manager ou Product Owner, sem, necessariamente, precisar da equipe de dados para auxiliar nessa decisão.

Quer um exemplo prático?

Imagine que um PM ou PO esteja analisando uma nova funcionalidade criada por você em um aplicativo. Diante disso, ele te faz a seguinte pergunta: quantas transações foram feitas em um só dia e qual o valor movimentado nessas transações?

Se você é um desenvolvedor que tem noções de dados, conseguirá responder este (e outros questionamentos semelhantes) sem problemas ou dificuldades.

Vale ressaltar ainda que este tipo de questionamento é comum na rotina de qualquer time de Produto. Dessa forma, encontrar as respostas o mais rápido possível também ajuda a equipe toda a recalcular as rotas e trabalhar com mais dinamismo e eficiência.

E só quem já passou por um time de desenvolvimento, seja dentro ou fora da Orbia, consegue entender como essa agilidade é importante e faz toda a diferença para as empresas. Inclusive, este é o grande diferencial de se ter um time Devs que saibam trabalhar com a engenharia de dados e que tenham facilidade em fazer essas análises. 

Na Orbia, temos trabalhado com muitas iniciativas para que todos os times aprimorem constantemente essa habilidade. Assim, começamos a torna parte da rotina do nosso time a realização de análises de dados para responder às mais diferentes questões. 

Redação Orbia:  Mas, quais são os profissionais que têm potencial para a engenharia de dados? 

Jesué: Antes de qualquer outra coisa, é importante ser curioso.

Ou seja, se você é um daqueles profissionais que sempre quer entender a razão das coisas, você, certamente, já tem meio caminho andado. Aliás, é essa curiosidade natural que motiva as pessoas a mergulharem cada vez mais fundo nos dados. Assim, eles encontrarão respostas que vão agregar cada vez mais valor e qualidade aos seus produtos. 

Aliás, um profissional de engenharia de dados tem conhecimento/experiência aprofundados em vários campos da tecnologia, tais como, infraestrutura (cloud, redes, sistemas e etc), bancos de dados (OLTP e OLAP), estrutura de dados, desenvolvimento de software, arquitetura de software, metodologia ágil, negociação e como visualizar as informações.

Na Orbia, o nosso time de dados tem a missão de construir cada vez mais a cultura self-service partindo do principio data-driven, isto é, fazer com que todos na empresa demonstrem cada vez interesse pela engenharia de dados. Para isso, elaboramos treinamentos em SQL, com foco em pensamento analítico. Deste modo, cada um consegue estruturar suas próprias perguntas e respostas usando o SQL com os dados. 

E é por razões como essa, que eu reforço a importância de  um engenheiro de dados ter conhecimento e interesse por todas as esferas da tecnologia; facilitando assim a interação com diversos times sejam eles de tecnologia ou de negócios.

Claro, também é preciso também ter fit cultural com a empresa.

Isto é, gostar do modelo de negócio com que ela atua e desenvolver assim uma visão sistêmica dos seus produtos. Afinal, antes de se debruçar nos dados de uma empresa e fazer com que insights realmente úteis apareçam, é preciso entender primeiro o público que ela quer atingir (sua persona), o setor  em que ela está inserida e quais são seus concorrentes diretos. Pontos que fazem toda a diferença.

Redação Orbia: Por onde começar em engenharia de dados?

Jesué: Então, aqui estão os dois primeiros passos fundamentais para quem está começando:

O primeiro passo é buscar conhecimentos relacionados à banco de dados. Entender as regras de normalização de um banco de dados é fundamental para essa carreira.

Outra questão muito importante é entender as diferenças entre um banco de dados analítico e um banco de dados transacional. Saber como consigo transportar informação a partir de um banco transacional para um banco de dados analítico, e seus por quês.

Sugestão: faça um teste comparativo e use esses dois tipos de bancos no seu dia a dia, assim será mais fácil descobrir quais seriam os impactos de cada um e buscar por soluções ETL ou ELT. Essas conclusões, certamente, serão muito úteis para você. 

O segundo passo é aprender como construir queries que te tragam informações úteis, ou seja, fazer as perguntas certas. Também procure buscar conhecimento em relação às funções de agregação para que, assim, seja possível visualizar e compreender melhor o negócio e o funcionamento da empresa na qual você está inserido.

A partir daí, suas habilidades crescerão e ganharão evidências.

 

Uma ressalva importante:

É claro que as nossas dicas não farão de você um Engenheiro de Dados. 

Mas, com elas, você começará a sua jornada rumo ao time de “desenvolvedores que já conseguem interpretar dados”. Na Orbia, quando um dos nossos desenvolvedores demonstra interesse por um caminho novo, como é o caso da Engenharia de Dados, nós buscamos planejar e esboçar, junto com ele, qual será o melhor trajeto e quais os recursos necessários.

Então, se por algum motivo, você quer fazer parte da nossa empresa mas ainda não consegue olhar para os dados do jeito que apresentamos aqui, não se preocupe. Você pode conquistar essa bagagem conosco e vamos  adorar te ajudar nessa missão.

Antes de correr atrás dos dados

Que tal ler também o nosso conteúdo sobre Scrum na prática para compreender melhor o nosso time de Devs antes de colocar as nossas dicas em ação?

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