Acessibilidade na web – O que você precisa aprender sobre o tema
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Acessibilidade na web – O que você precisa aprender sobre o tema

Você já parou para pensar na quantidade de pessoas que têm acesso à internet? Estima-se que, só no Brasil, aproximadamente 130 milhões de pessoas circulam pela rede. Esse número representa mais ou menos 70% da nossa população. É muita gente! Se depois dessa reflexão, pararmos para imaginar o quão diverso é esse público inteiro, com certeza entenderemos que a palavra diversidade é a que melhor se enquadra na hora de tentar descrever esses usuários todos. E a acessibilidade na web, como fica?

Essas pessoas vêm de lugares diferentes, vivem culturas e rotinas diferentes e têm diferentes condições físicas. Por isso, quando falamos em acessibilidade, tocamos em um tópico delicado e muito importante. Garantir a inclusão de todos, dentro dos ambientes digitais é extremamente importante. Apesar dessa importância, a tarefa não é fácil. 

Se falarmos especificamente em pessoas com algum tipo de deficiência física, apenas no Brasil, existem aproximadamente 45 milhões de pessoas. Todas elas devem ter acesso à rede e para que isso aconteça com efetividade, existe uma espécie de guia chamado WCAG – Diretrizes Para o Conteúdo de Acessibilidade na Web. 

Esse guia contém regras oficiais que garantem o mínimo de acessibilidade para todas as pessoas que acessam a internet, independente das diversidades que carregue. Ele não só é o primeiro degrau para quem quer falar de acessibilidade, é praticamente o melhor amigo dos profissionais de UX. Então, se você tem interesse no tema ou quer realmente trabalhar na área, fique com a gente. 

 

Os princípios da acessibilidade na web

Perceptível: Para que os ambientes digitais sejam verdadeiramente perceptíveis para pessoas que têm algum grau de deficiência visual ou auditiva, é fundamental que os conteúdos dos sites e aplicativos sejam exibidos em mais de um formato. Isso significa que: é extremamente importante que todo o conteúdo seja visível e audível.

Vamos te dar alguns exemplos para que seja mais fácil entender essa regra: fotos precisam ser acompanhadas de descrições alternativas e vídeos precisam ser acompanhados de legendas, por exemplo. Outro exemplo útil é a necessidade de que os códigos de HTML consigam compreender leitores de tela.

Operável:  Para ser considerado operável, um site precisa permitir que todos os usuários possam transitar e concretizar as operações disponíveis sem obstáculos de acesso. Para isso, a codificação de HTML deve estar ajustada, o que permite a navegação também pelo teclado, além do mouse. Outro ponto importante para quem tem alguma deficiência física. A velocidade do site também é um ponto de atenção: nem muito rápida, nem muito devagar.  

Sabe qual regra consegue mostrar como o WCAG é amplo, também em relação à sua operacionalidade? Durante a construção de sites, é imprescindível que seja evitado o uso de dispositivos que atuem como gatilho para ataques epiléticos: como o excesso de cores e iluminação, ou a utilização exagerada de pop-ups costumam ser prejudiciais nesse sentido…

Compreensível: Este item foca nos conteúdos textuais dos ambientes digitais. Além de escolher fontes adequadas e de fácil compreensão, é necessário construir sentenças claras e objetivas. Esse tipo de preocupação é focada nas pessoas com dislexia ou algum tipo de deficiência intelectual. Mais do que isso, esse cuidado pode ser útil para os que não fazem parte de determinado contexto cultural ou têm dificuldades de leitura por algum motivo.

Robusto: Esse item fala a respeito da capacidade do site ser responsivo. Ou seja: é necessário que ele rode bem independente do dispositivo que o acesse, seja um desktop, um tablet ou um smartphone. 

Como fica a fiscalização das regras apresentadas no WCAG?

Mesmo não sendo completamente seguidas, existem regras oficiais sim. Uma orientação legal que determina que todos os sites brasileiros devem seguir as diretrizes A e AA do WCAG. 

Calma, já vamos te explicar o que são as diretrizes A e AA. 

As diretrizes contidas no WCAG são elencadas por níveis de “importância”: A, AA, ou AAA. No primeiro nível (A) estão os critérios que apontam obstáculos mais importantes de acessibilidade, aqueles que garantem o acesso da maior parte das pessoas, incluindo as que englobam as deficiências intelectuais e físicas mais frequentes na sociedade. 

Um site ou aplicativo que segue as recomendações do segundo nível (AA), segue as regras abrangidas no primeiro nível e mais algumas outras, o que faz dele ainda mais acessível. As recomendações do nível AAA acompanham o mesmo raciocínio, acoplando as regras dos itens anteriores e mais outras. Isso significa que o nível AAA é objetivo ideal de qualquer profissional de UX. Mas o nível AAA dificilmente é atingido. 

Ficou curioso para conhecer o WCAG na íntegra? É só acessar o link. 

Esse pode ser o início de uma trajetória de sucesso!

Se você acessou o conteúdo porque tem interesse por acessibilidade, conferir cada uma das diretrizes do WCAG pode ser uma ótima ideia. Agora, se você quer se tornar um profissional de UX, faça dessas regras uma leitura de cabeceira. É preciso estar bastante familiarizado com elas para que um caminho frutífero seja traçado. Até porque, quem não gostaria de ser conhecido como um profissional que verdadeiramente presa pela inclusão de diferentes pessoas, na internet? 

Bora conhecer mais um dos nossos conteúdos? Que tal ler Como desenvolver empatia com um UX Designer em 5 passos 

 

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